Agosto de 2024 chegou com diversas oportunidades interessantes para investidores na Bolsa de Valores brasileira. Após um primeiro semestre marcado pela volatilidade e pela saída de capital estrangeiro, julho finalmente trouxe um alívio com a entrada de R$ 3,2 bilhões do exterior, reduzindo a saída acumulada no ano. A curva de juros também apresentou uma abertura nos vencimentos mais curtos, refletindo as expectativas de aperto monetário devido à inflação em alta. Neste cenário, algumas ações se destacam como boas oportunidades de investimento.
Entre as ações recomendadas pelos especialistas do mercado financeiro, a Gerdau (GGBR4) aparece como uma das favoritas. A maior produtora de aços longos das Américas tem se beneficiado de uma diversificação geográfica que minimiza a exposição aos preços voláteis do minério de ferro. Com uma redução de custos esperada para o segundo semestre de 2024, a companhia está bem posicionada para aproveitar um cenário mais positivo no mercado doméstico de aço. A Gerdau negocia a múltiplos atraentes, abaixo de seus pares domésticos e globais, tornando-se uma escolha sólida para investidores.
No setor de Petróleo & Gás, a Prio (PRIO3) substitui a Petrobras nas recomendações, principalmente para reduzir a exposição política do portfólio. A Prio apresenta oportunidades de crescimento orgânico e múltiplos atrativos, com potenciais catalisadores positivos no curto prazo, como a resolução da greve do Ibama e fusões e aquisições que agregam valor. Além disso, mesmo em cenários de baixos preços do petróleo, a Prio tem um potencial de queda limitado, oferecendo uma combinação favorável de risco e retorno.
A Cury (CURY3), atuante no ciclo completo da incorporação imobiliária, é outra recomendação forte, especialmente no segmento econômico, com projetos enquadrados nas faixas do programa Minha Casa Minha Vida. A empresa tem mostrado um desempenho robusto, com vendas líquidas recordes e uma velocidade de vendas superior à média do setor. A diversificação progressiva para empreendimentos de médio padrão também agrega valor à Cury, tornando-a uma opção viável no setor de construção civil.
A Itaúsa (ITSA4) continua sendo uma recomendação sólida, principalmente devido aos dividendos robustos do Itaú Unibanco, que proporcionam proteção aos investidores. A discussão sobre alterações nos juros sobre capital próprio também é um fator crucial, pois pode eliminar ineficiências fiscais e reduzir o desconto das ações em relação ao valor de mercado.
O BTG Pactual (BPAC11) também se destaca, especialmente após a queda recente de suas ações. O diversificado modelo de negócios do banco tem gerado resiliência e boa performance, e os resultados robustos são esperados para os próximos trimestres. As ações do BTG estão negociando a múltiplos atrativos, o que torna este um bom ponto de entrada para investidores que buscam uma história de crescimento atraente a médio e longo prazo.
No setor elétrico, a Alupar (ALUP11) é recomendada por oferecer bons dividendos, crescimento e baixo risco. A holding nacional privada atua nos segmentos de transmissão e geração de energia, com projetos no Brasil e em outros países da América Latina. A Alupar diversifica as posições no setor elétrico, tornando-se uma escolha atrativa para quem busca uma carteira de ações com foco em dividendos.
A Vivara (VIVA3), maior varejista de joias do Brasil, é outra ação recomendada. Com um parque fabril na Zona Franca de Manaus e presença em mais de 392 lojas, a Vivara tem se destacado por sua atuação verticalizada e foco em produtos à base de ouro. A marca Life, do mesmo grupo, complementa a oferta com produtos voltados para um público mais jovem e acessível, ampliando as oportunidades de crescimento da empresa.
Essas recomendações refletem a busca por diversificação e resiliência em um cenário de incertezas econômicas e políticas. Com uma combinação de empresas bem posicionadas nos mercados doméstico e internacional, os investidores têm boas oportunidades para compor suas carteiras em agosto de 2024.